Os moradores de uma rua do antigo Bairro da Alegria garantem que, desde o início das obras do Bairro Social, viver ali transformou-se num «pesadelo». Primeiro queixaram-se à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros que os camiões do empreiteiro que construiu o bairro, ao circularem pela rua carregados de entulho, fizeram desaparecer quase metade do pavimento e danificaram outro tanto. Pelo que, dizem os moradores, a autarquia «prometeu» cobrir a rua com um novo tapete betuminoso, logo que terminassem as obras.

O Bairro Social foi inaugurado no Outono do ano passado. Mas, segundo os populares, o movimento de camiões carregados de entulhos não cessou. «Não há dia nenhum em que não passem ali vários camiões carregados», dizem, reflectindo-se esse movimento no estado do piso «esburacado» da rua. Quando chove, as marcas de lodo ficam estampadas nos portões dos quintais e nas portas das casas rentes à rua. Numa das casas de rés-do-chão, nem a caleira foi poupada. A proprietária ainda tentou saber quem teria sido o autor da amolgadela, mas teve de «arcar» com o prejuízo, pois nenhum condutor se considerou culpado. Lamenta-se a mesma senhora que, devido à vala que os camiões abriram à entrada da sua casa, nem abriu a porta ao Compasso, na Páscoa passada. Sabendo disso, foi o filho que se decidiu a tapar a vala, não fosse a mãe cair nela ao entrar ou sair de casa.

No ano passado, depois de vários protestos dos moradores, a camada de gravilha que a Câmara Municipal deitou na rua acabou por ser enterrada pela constante passagem de camiões carregados. Outra senhora, que mora ao lado, confessa que no Verão não abre a porta por causa do pó e no Inverno não pode sair de casa «sem galochas». Mostrando-se «desgostosa» com esta situação, conta que no Inverno os condutores que se atrevem a transitar na rua com os seu carros se sujeitam a ficar «atascados». No Inverno passado, alguns tiveram mesmo de ser retirados com tractores. E «e houver alguma emergência, no Inverno a ambulância não chega até à maioria das casas»daquela rua.

«Indignados»com tudo isto, os moradores dizem que têm o «direito» de terem ruas «em condições». Já se queixaram desta situação ao presidente da Junta de Freguesia, mas este respondeu-lhes que a pavimentação das ruas é uma competência da Câmara. Confrontado com esta situação, o vereador Carlos Barroso, recusando-se a comentá-la, afirmou apenas que «todas as obras estão a ser feitas à medida das necessidades».



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