Algumas dezenas de alunos estão a manifestar-se hoje frente ao Centro de Saúde de Alijó para exigir rastreios à tuberculose a toda a comunidade escolar e pedindo explicações sobre a doença que infectou quatro colegas desde Março.

Segundo fonte das autoridades locais de saúde, um aluno da EB2,3 e Secundária de Alijó está internado no Hospital de Vila Real com tuberculose, doença que atingiu desde Março três outros alunos.

Por causa das notícias hoje divulgadas sobre os colegas infectados com a tuberculose, algumas dezenas de alunos concentraram-se frente ao centro de saúde, gritando as palavras de ordem «daqui ninguém nos tira, tuberculose para a rua».

Uma das manifestantes, Alexandra Teixeira, 16 anos, aluna do 9ºano, disse que os estudantes exigem que «alguém dê explicações».

«Não sabemos o que se passa. Não sabemos quase nada sobre a doença e queremos que todos os alunos, e não só alguns, façam todos os exames necessários», salientou.

Alexandra Teixeira disse que os dois primeiros casos de tuberculose detectados entre os alunos, em Março, «foram abafados».

O presidente do Conselho Executivo daquele estabelecimento de ensino, António Magalhães, já garantiu hoje que, na sequência dos quatro casos da doença detectados desde Março entre os alunos toda a comunidade escolar vai fazer o rastreio à tuberculose.

O responsável disse que nos dias 26, 27 e 28 de Setembro já foi feito o rastreio a metade da comunidade escolar, designadamente aos alunos dos 8º, 9º, 10º e a uma turma do 7º ano.

Em Outubro, segundo o responsável, será feito o rastreio aos restantes alunos dos 5º, 6º, 11º e 12º anos, tal como a professores e funcionários.

O adjunto da delegada regional de Saúde do Norte, Manuel Pinheiro, adiantou à Lusa que o aluno internado faz parte de um grupo de quatro estudantes daquele estabelecimento de ensino a quem foi diagnosticada a doença e que desde Março estão a ser tratados no Hospital de Vila Real.

«Todos os contactos dos alunos foram rastreados», disse Manuel Pinheiro, revelando que uma professora da mesma escola está a fazer exames de diagnóstico à doença, não existindo confirmação até ao momento de que tenha sido infectada com o bacilo da turberculose.

Segundo o responsável, na sequência da identificação dos casos foram tomadas todas medidas de precaução, não existindo motivo para alarme.



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